segunda-feira, 2 de janeiro de 2012


Sempre que vem um novo ano nós fazemos a nossa listinha de metas. Colocamos ali nossos sonhos, desejos... juramos que nesse ano vamos seguir a lista e fazer tudo diferente. O tempo passa e a gente nem lembra em que lugar guardamos a bendita! Então, nada de listas em 2012. Vamos fazer a meta do dia. A cada dia vamos procurar vencer um desafio e, como o maior desafio sempre é uma mudança, comecemos mudando algo, por menor que seja. Qual seria sua mudança pra hoje? Enquanto pensamos em grandes metas, esquecemos de mudar um móvel de lugar, de mudar um jeito de vestir, algo que comemos, de mudar um gesto, uma atitude, um pensamento. Enquanto pensamos no macro, deixamos de lado as pequenas coisas que realmente podem fazer diferença em nossas vidas e na vida do outro. Não façamos promessas pra 2012, façamos a pequena mudança cotidiana. Essa sim vai surpreender aqueles que fazem parte da nossa vida. Mude, antes que você seja mudado!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011


Educação e amor

Leo Jaime.

Um dia tive contato com uma estatística que apontava números de investimentos em todas as áreas, numa perspectiva mundial. O quanto gastamos com saúde, com educação, com arte, com armas de guerra, com segurança pública, com investimentos em casas e assim por diante. No mundo. O investimento em armas de guerra passava de trezentas vezes o que gastamos em educação. Com isso é fácil concluir qual o nosso destino: é esse que compramos.

A educação deveria ser uma meta fundamental no mundo inteiro. O conhecimento tem se provado pacificador e motivador de grandes melhorias na qualidade de vida e nos relacionamentos entre os povos. Há que se perceber, porém, um detalhe: a educação está sempre levando a cultura como sua dependente quando deveria ser o contrário. Explico: o Ministério da Educação pode ou não levar a pasta da Cultura em seus atributos. E se o Ministério da Cultura for independente sua verba será infinitamente menor. É assim em todo canto e todo mundo parece concordar, menos eu. Simples o raciocínio, difícil a compreensão: para se estabelecer um paradigma do que deve ser ensinado é importante estabelecer o que é belo, o que é louvável, o que queremos instituir como bem cultural. Ética e estética. Depois de conhecidos esses referenciais fica muito mais fácil estabelecer moral e comportamento, escolher um programa escolar de base e estabelecer o que vai e o que não vai ser pesquisado, Essa é a chance que temos de inverter o investimento em armas trocando-o por coisas que produzam felicidade. Mas antes disso, muito antes, é preciso convencer a humanidade que a felicidade é uma coisa boa. Por isso investir em cultura. Sem contato com o belo, a educação pode ser infrutífera. Aprender o quê?, pra quê?

O amor deveria fazer parte dos ensinamentos básicos de todo cidadão. Isso se culturalmente compreendermos que sem amor somos um nada, sem amor não podemos ser felizes e nem convivermos bem em grupo, sem amor nossa vida é um caminhar em círculos sem graça. E a compreensão do amor fica muito melhor se estudarmos, se lermos as grandes estórias, os grandes romances, se pensarmos em todas as refrações do amor. O amor à natureza, aos animais, ao que se construiu no passado, ao belo, ao prazer, às artes, ao que ainda não se conhece ou o metafísico. Há muito o que se pensar sobre o amor. Há muito o que se aprender com o amor. Se os garotos ficassem dos 7 aos 11 anos estudando apenas e somente o amor, deixando a tabuada para depois, não seriam pessoas piores, tenho certeza. E seriam educadas de dentro pra fora. Da alma para o corpo social. Primeiro ser uma boa pessoa para depois ser um bom cidadão.

E depois, um pouco mais tarde, estudar junto com outras coisas, é claro, o amor romântico. O enamoramento, o ciúme, o desejo, a pequena morte ou orgasmo, a linguagem do amor.... tanta coisa fundamental para se saber e todo mundo estudando inglês ou fazendo ginástica.

Alguma coisa vai dar errado.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Flor de lótus

O lótus é um dos fenômenos mais milagrosos da vida, por isso, no oriente, ele é considerado o símbolo da transformação espiritual.

Buda está sentado sobre um lótus.
Vishnu está de pé sobre um lótus.
Por que um lótus?

Porque o lótus tem um significado muito simbólico: ele cresce do lodo.
Ele é um símbolo da transformação, é uma metamorfose.

O lodo é imundo, pode cheirar mal.
O lótus é perfumado e nasce do lodo fedorento.

Exatamente da mesma forma, a vida comum é assim como o lodo fedorento.
Mas a possibilidade de se tornar um lótus está escondido ali.

O lodo pode ser tranformado, você pode se tornar um lótus.

[...]

A raiva pode ser transformada e pode se tornar compaixão.

O ódio pode ser transformado e pode se tornar amor.

Tudo o que você tem agora e parece negativo, assim como o lodo, pode ser transformado.

A sua mente ruidosa pode se esvaziar e ser transformada e pode se tornar uma música celestial.

"Quem procura, não cesse de procurar até achar;
e quando achar, será estupefato;
e, quando estupefato;
ficará maravilhado e, então, terá domínio sobre o Universo."

Trecho do livro 'Emoções' de Osho

segunda-feira, 22 de agosto de 2011


“Não confie em ninguém com mais de 30 anos” era o slogan entoado pela bela canção de Marcos e Paulo Sérgio Valle e que os adolescentes, na década de 1970, repetiam à exaustão como um verdadeiro mantra. Hoje a nova ordem é “não confie em ninguém com mais de 30 anos, que nunca tenha aplicado botox, feito lipoaspiração, colocado silicone (nos seios, lábios, bochechas, bumbum) ou que não se mate em academias para manter um corpitcho sarado”. E eu, que sempre fui meio avessa a tudo que remeta à beleza artificial ou à prática de qualquer ginástica ou esporte (sou realmente alérgica a isso, a ponto de passar mal) sinto-me na contramão da história.

Era o que me faltava: no auge dos meus 44 anos, ser relegada ao mundo dos ETs ou ao Jurassic Park! E justo agora, que me sinto mais dona de mim, que já superei tantos medos e mágoas, que entendo melhor a humanidade, que já perdoei meus pais e meus desafetos, que já não preciso pagar ao analista para saber quem eu sou. A tal maturidade bate à porta e, junto com ela, a inexorável constatação de que meu corpo – esta tão incrível máquina, resultante da fantástica arquitetura cósmica – está se desgastando.

E como se tudo isso não bastasse, ainda sou submetida a uma enxurrada de mensagens de médicos, nutricionistas, psicólogos, dermatologistas, especialistas em estética, celebridades, atrizes e modelos esqueléticas afirmando em uníssono de que é preciso tomar medidas urgentes para que a juventude não escape de vez.

Socorro!! Querem me convencer que só envelhece quem quer! E pior: querem me fazer acreditar que ficar parecida com uma múmia paralítica e inchada (que é a aparência das que já passaram dos 40 e se entopem de botox) é mil vezes melhor do que deixar a natureza seguir seu curso. Não é justo! Eu protesto!

quarta-feira, 27 de abril de 2011


Quero ir a um lugar e me maravilhar. Quero provar algo diferente. Dar um tempo só pra mim. Esvaziar a minha mente de uma maneira que ela se preencha por sí só. Às vezes é preciso arriscar tudo. Me apaixonar. Me sentir livre. Buscar o equilíbrio. Sentir a sede da vida. Viajar. Andar com pés descalços. Viver novas e grandes emoções. Sentir a grama sendo banhada pelos raios do sol. Dormir, amanhecer e cochilar na rede. Novas coisas, novas pessoas, novos lugares.
Eu quero BUSCAR algo maior, ser melhor...